terça-feira, 23 de novembro de 2010

Água termal borrifada no rosto é exagero justificado por minerais poderosos

É estranho você ir à farmácia e comprar um produto que custa em média R$ 25, mas só tem água na fórmula. Parece o cúmulo do consumismo. Mas a água termal tem sua razão de ser, principalmente no verão.

Seu uso constante, além de hidratar, ajuda a manter a elasticidade e a maciez da pele, segundo a dermatologista Daniela Nunes, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Esse tipo de produto é particularmente bom para quem tem rosácea, eczemas, psoríase e queimaduras superficiais, já que tem propriedades cicatrizantes.

Quem passa muito tempo em ambientes com ar-condicionado ou acabou de fazer um peeling também vai se beneficiar com essas borrifadas de frescura pura.

A água termal reconstitui a barreira de proteção cutânea, deixando a pele mais saudável e protegida contra agressões como a poluição, lembra a dermatologista Luciana Conrado, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Quem usa cosméticos das francesas Avène, Vichy ou La Roche-Posay já usou água termal sem saber. Essas marcas costumam incluí-la nas fórmulas dos produtos.

SIMILARES

Há um similar sintético de água termal chamado physiogenyl, usado em géis e cremes manipulados. Trata-se de um complexo oligomineral com sódio, magnésio, zinco e manganês que foi desenvolvido pela Unicamp e é bastante usado nas farmácias de manipulação.

Não quer pagar por esse luxo? Use soro fisiológico. Colocado em um borrifador, ajuda na hidratação sem comprometer as finanças.

O soro tem a concentração ideal de sódio de que a pele precisa, diz a médica Renata Velloso. Só fica devendo em minerais para a água termal.

Fonte brasileira é ideal para peles oleosas

No Brasil, existem fontes de águas termais sobretudo na região de Caldas Novas, em Goiás.

Em São Paulo, as mais importantes são as fontes de Águas de São Pedro e de Ibirá.

Mesmo tendo uma boa quantidade de fontes disponíveis, o país tem apenas uma marca de água termal, a Águas de São Pedro, que já envasa e comercializa o seu produto desde 2002.

A água termal brasileira é uma das mais alcalinas e sulfurosas do mundo, o que a torna ideal justamente para o tipo de pele que é mais comum no Brasil: a oleosa.

Água termal pode substituir o hidratante

Para sentir os benefícios da água termal, é necessário usar o produto entre duas e três vezes ao dia.

"Quando a gente transpira, a pele perde sódio, magnésio, enxofre e potássio. Da mesma forma que às vezes o corpo precisa de um isotônico para repor substâncias, a pele precisa da água termal", explica Daniela Nunes.

O ideal é usar a água termal antes do filtro solar, pela manhã, no meio do dia, antes de reaplicar o filtro, e antes de dormir.

A termal pode substituir o hidratante, para quem tem pele oleosa. Na praia, o spray é usado antes das reaplicações de filtro solar.

É tudo água, mas cada uma tem sua marca

A termal é uma água subterrânea que foi enriquecida por anos pelos minerais das rochas e que retorna à superfície em fontes com temperaturas que vão de 35ºC a 54ºC.

As propriedades variam de acordo com a região e o tipo de rocha pelo qual a água passou. A maior parte tem magnésio, cálcio, ferro e zinco, mas cada marca tem um diferencial.

A La Roche-Posay é rica em selênio, antioxidante. A Vichy tem bicarbonato, que amacia a pele.

A Avène tem a composição mineral balanceada.

A Águas de São Pedro tem propriedades anti-oleosidade e antissépticas.


FONTE: Folha.com por Juliana Cunha

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aquaporinas prometem barrar envelhecimento


Imagine a possibilidade de conservar durante quase toda a vida a mesma pele que se tinha aos 20 anos de idade. A busca pela aparência jovial nunca esteve tão próxima de ser concretizada graças a descoberta do cientista norte-americano Peter Agre, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Química em 2003. Isso porque Agre descreveu o funcionamento das Aquaporinas, principal sistema de irrigação dos tecidos do corpo humano. Mas o que isso tem a ver com pele e com rejuvenescimento? Tudo.

O que Agre fez foi resolver o ponto chave que impedia os avanços da ciência neste campo. Desde o conceito moderno de produtos de beleza com loções e cremes para cada tipo de pele, os cientistas emperravam suas descobertas, principalmente por que não se sabia como penetrar nas camadas mais profundas da pele. Em suma, os produtos químicos mantinham a hidratação da epiderme apenas nas horas seguintes a sua aplicação. A descoberta das aquaporinas abre espaço para a indústria cosmética interferir nas células menos irrigadas, portanto envelhecida.

"Hoje, os hidratantes não atuam na função celular, mas sim atraem e retêm água na superfície da pele. A possibilidade de cremes que alcancem camadas mais internas da pele e que a mantenham irrigadas ocasionará uma revolução no conceito de hidratação", comenta Flávia Addor, dermatologista e membro do Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

As aquaporinas são canais formados por proteínas que atravessam a membrana celular e permitem a entrada e saída de água. "Como as células do corpo humano, à exceção dos tecidos ósseos, são, em sua grande parte, formadas por água (79% no caso do coração, 76% no do cérebro e 70% no caso da pele), as aquaporinas são indispensáveis para o funcionamento correto da pele, realizando dupla função de hidratação, por dentro e por fora da célula", explica a dermatologista Carla Albuquerque.

Porém, no processo natural de envelhecimento, as aquaporinas perdem seus efeitos e fazem com que as células fiquem menos irrigadas. Além disso, fatores como lesões e doenças inflamatórias ou alérgicas da pele podem interferir no funcionamento dessas estruturas protéicas.

As aquaporinas são de diferentes tipos, de acordo com os órgãos que irrigam. A pele, assim como os rins e os aparelhos digestivo e respiratório, é irrigada pela aquaporina 3. Cientistas das indústrias de cosméticos estão trabalhando em prolongar o funcionamento perfeito desse tipo de aquaporina e, assim, adiar o envelhecimento da pele.

Uma alternativa testada tem a ver com os cremes compostos por proteínas sintéticas, semelhantes às naturais, que são quebradas em partículas minúsculas para facilitar a entrada na membrana celular. Há, ainda, outro método que utiliza o glicerol com o objetivo de aumentar a quantidade de aquaporina 3 na membrana celular.

"Ainda não sabemos se há contra-indicações na utilização desses tipos novos de cosméticos. A princípio não, mas temos que aguardar resultados de novas pesquisas. O que sabemos é que, se for mesmo comprovado a eficácia, poderá ser utilizado tanto por mulheres como por homens, a partir dos 30 anos de idade, que é quando a pele começa a perder suas propriedades de juventude", indica a dermatologista Carla Albuquerque.

Outros métodos

A produção de substâncias responsáveis pela juventude, como o colágeno, queratina e a elastina, começa a diminuir a partir dos 25 anos de idade. Depois dos 40, a pele precisa de estímulos para continuar a produção destas substâncias.

Mas, não são somente as aquaporinas que estão sendo testadas em prol do rejuvenescimento. Existem uma série de estudos com técnicas antioxidantes e com a chamada penetração transepidérmica.

As técnicas antioxidantes visam combater o excesso de açúcar acumulado na membrana celular, evitando que ela sofra alteração e cause secura na pele. Já a penetração transepidérmica é uma tecnologia tão nova quanto as relacionadas às aquaporinas que visa retardar a perda de capacidade de produção celular, intensificada a partir dos 40 anos. O método consiste em introduzir nas células da pele, por meio de nanotecnologia, substâncias que estimulam a produção de novas células.

Com a nanotecnologia é possível que as substâncias penetrem melhor na pele e, consequentemente, alcancem as células com maior facilidade, principalmente as responsáveis pela queratina e colágeno, componentes que garantem a elasticidade e firmeza da pele. A maior novidade nessa área são os filtros solares com a tecnologia da nanomolécula de avobenzona. O fator de proteção destes filtros pode chegar a 100%.

Todos esses estudos são muito recentes e por isso ainda não há nenhum dado concreto sobre o prolongamento da juventude. "No Brasil, não há ainda pesquisas básicas sobre a capacidade das aquaporinas. O que existe são pesquisas para aumentar a expressão dessas estruturas protéicas", afirma Flávia Addor. O que se tem até agora são hipóteses e testes, mas já podemos dizer que com a ciência a favor da beleza, logo estaremos diante de revoluções poderosas. Segundo especialistas, nos próximos dez anos, poderá haver elaboração de produtos cosméticos customizados para cada tipo de pele e necessidade, levando a uma completa evolução no que diz respeito à conservação da beleza.

FONTE: Paraná Online

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Merz-Biolab lança concorrente para o Botox


SÃO PAULO - O mercado brasileiro de tratamentos estéticos é o segundo maior do mundo: está atrás apenas do dos Estados Unidos, explica Roberto Marques, presidente da joint venture Merz-Biolab.

A empresa, que surgiu de uma parceria entre a alemã Merz e a brasileira Biolab, trouxe ao mercado nacional uma alternativa ao produto derivado da toxina botulínica - que ficou conhecido por Botox, marca registrada do laboratório Allergan.

O produto tem aplicação reconhecida em tratamentos estéticos; entretanto, como explica Marques, há um amplo leque de utilização terapêutica, principalmente em casos pós-traumáticos, como depois de acidentes e em acidente vascular cerebral (AVC).

A brasileira Biolab, que planeja investimentos da ordem de R$ 50 milhões em um novo centro de pesquisas até 2011, tem três fábricas no País e em 2009 faturou R$ 540 milhões. No Brasil, o mercado em que a joint venture vai concorrer deve movimentar cerca de R$ 250 milhões este ano. A parceria, controlada pela empresa alemã - com 61% -, recebeu para este ano um investimento de 20 milhões de euros.

O programa "Panorama do Brasil" desta semana traz o principal executivo da Merz-Biolab, que pretende alcançar já no primeiro ano de atuação no País uma participação de 14% a 15% do mercado. A entrevista foi realizada pelo jornalista Roberto Müller e por Theo Carnier, editor-chefe do DCI, e Milton Paes, da rádio Nova Brasil FM.

Roberto Müller: Como você faz para conviver com a concorrência com o produto Botox, que quase substitui o nome do produto, como a Gilette, o Bombril e outros produtos?

Roberto Marques: Exatamente. A empresa alemã Merz, que é uma empresa de pouco mais de 100 anos, sempre se destacou na pesquisa de produtos para o sistema nervoso central - talvez o mais conhecido seja uma droga desenvolvida para o controle de Alzheimer -, e há mais ou menos dez anos eles resolveram entrar no Brasil através de licenciamento dos seus produtos. E um dos laboratórios escolhidos para isto foi a Biolab Sanus, que é um laboratório brasileiro bastante bem situado no mercado.

Depois de alguns anos eles desenvolveram esta toxina botulínica do tipo A, que é como nós a chamamos. Existem sete tipos de toxina botulínica, provenientes da bactéria que causa o botulismo, e a do tipo A é a mais utilizada em todo o mundo. Eles chegaram em 2005 com um produto chamado Xeomin, que na verdade lá fora se pronuncia "kséomin". E tem um significado: este "xeo" vem de ksénos, palavra do idioma grego que significa "estrangeiro", "estranho"; e "min", de mínimo. Assim, o próprio nome diz: mínima quantidade de corpos estranhos.

E, por que isso? Porque, diferentemente das outras toxinas botulínicas disponíveis no mercado, foi retirada a carga protéica do Xeomin, proveniente da toxina botulínica. Os complexos protéicos foram retirados através de um processo de purificação.

Com isso, o que esta diferença traz para o produto? Além de conseguir a estabilidade deste produto sem os complexos protéicos, o que permite que o produto fique armazenado sem refrigeração - você não precisa colocar o produto dentro da geladeira, então facilita muito o transporte, facilita também designer o lugar onde ele vai ficar estocado dentro da instituição, um hospital ou uma clínica. Também, potencialmente, este produto faz com que o paciente não desenvolva os anticorpos neutralizantes, os anticorpos de resistência. Porque o organismo tenta eliminar todo corpo estranho, criando anticorpos. Então, para os pacientes, a substância tem uso terapêutico, e aí nós temos uma série de utilizações superimportantes que vão desde espasticidade, que é a rigidez muscular decorrente de um acidente ou também de um acidente vascular cerebral, ou um derrame; como também desde os primórdios, quando a toxina começou a ser utilizada para a correção do estrabismo. Este último foi feito pelo laboratório Allergan, que é o pioneiro, que tem o Botox e, como vocês disseram, é a marca de referência. É como o Gilette, é como o Bombril, e realmente a Allergan tem uma contribuição muito grande neste mercado. Mas, como tudo que é pesquisado, vários produtos sofrem uma evolução, e o Xeomin é resultado desta evolução.

Theo Carnier: E quais referenciais vocês têm em relação ao Botox? Porque é inevitável que haja confusão por parte dos consumidores.

Roberto Marques: No caso, quando você compara - nós temos estudos clínicos que comparam - a performance do produto é muito parecida com a do Botox. Aliás, o Xeomin foi retirado da mesma cepa da bactéria que faz o Botox. Na verdade, o diferencial é o potencial muito menor de desenvolvimento de qualquer anticorpo de resistência. Assim, um paciente que tenha de utilizar a toxina para o resto da vida pode, depois de um tempo, desenvolver esses anticorpos e a toxina botulínica que é encontrada hoje no mercado para de fazer o efeito desejado.

No caso do Xeomin, por não ter esses complexos protéicos, a probabilidade de isso acontecer é praticamente zero.

Roberto Müller: Mas, por exemplo, o que é uso contínuo e frequente da toxina?

Roberto Marques: Quando você tem, por exemplo, distonia cervical: este é um dos casos em que é indicada essa substância. Pode ser que a pessoa sofra um acidente e tenha um problema de coluna que não possa ser operado, e que por um deslocamento ela passe a sofrer uma pressão maior nessa musculatura, e que tenha de tomar frequentemente analgésicos de uma potência bastante grande para conviver e gerenciar esta dor para o resto de sua vida.

Hoje aprovada até pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aqui no Brasil a utilização da toxina botulínica para o relaxamento desta musculatura e controle dessa situação de dor é amplamente praticada. Certamente para estes pacientes que precisam do uso sistemático e contínuo da toxina botulínica, o uso de Xeomin pode ser um grande avanço na medida em que a toxina sempre vai fazer o mesmo efeito pelo mesmo período.

Milton Paes: E não vai ter aquela questão, que você colocou bem, dos anticorpos. Acho que este é o maior problema, que, por exemplo, o concorrente enfrenta, não é?

Roberto Marques: É. Recentemente, nós participamos de um congresso mundial de neurologia e reabiltação, que desta vez aconteceu em Buenos Aires. E lá foi apresentado um trabalho por um professor alemão chamado Dressler que demonstrou: eles acompanharam alguns pacientes com quem já acontecia isso. A toxina que eles usavam não fazia mais efeito nenhum. Então, eles mediram todos os anticorpos, que estavam em contagem bem alta, e acompanharam esses pacientes por dois anos sem a administração de nenhuma toxina botulínica. Para muitos pacientes, o nível de anticorpos baixa, porque o próprio organismo vai se encarregando disso. Ao longo de pouco mais de dois anos eles viram que o nível de anticorpos baixou e então eles foram administrar o Xeomin. O paciente, então, teve uma resposta normal, como se ele não tivesse desenvolvido os anticorpos.

Milton Paes: Agora veja bem, a toxina é também usada para fins estéticos. Então o produto de vocês passa a ter vantagens também no uso estético? Ou seja, as pessoas não vão precisar fazer grandes aplicações ou aplicações sucessivas para manter o efeito estético?

Roberto Marques: Você tocou num ponto muito importante, porque os volumes aplicados para uso estético são menores do que os de uso terapêutico. Isto porque são grupos musculares menores, então você precisa de um volume menor. É engraçado porque até mesmo antes de a Merz se estabelecer no Brasil já havia um número considerável de e-mails de médicos brasileiros que perguntavam quando a droga iria estar disponível no Brasil. Porque alguns pacientes destes médicos, com este uso prolongado, reclamavam de que o efeito estava durando menos.

Era assim: em usos estéticos, em que é reaplicado a cada cinco ou seis meses, o paciente reclamava de que estava durando três ou até dois meses. E as toxinas botulínicas, os médicos sabem disso, as que até então existiam no mercado, não poderiam ser usadas apenas dois meses depois da última aplicação porque o potencial de produção de anticorpos aumentaria ainda mais. Por isso o intervalo era de até seis meses.

Então, realmente, a vinda do Xeomin para o mercado brasileiro permite ao médico que aplicava uma quantidade de toxina e sabia que não poderia aplicar nem um pouco depois de duas semanas, às vezes ele aplicava uma quantidade maior. Isso poderia causar um problema chamado ptose, que é a queda da pálpebra, e que só se resolve com o tempo, quando o efeito da toxina passar.

Então ele pode usar quantidades um pouco menores de Xeomin, por exemplo, e, se ele achar que depois de dois meses, ou um mês, será necessário um complemento, ele pode fazê-lo com segurança, porque ele não vai ter este potencial de desenvolver os anticorpos.

Milton Paes: O registro foi feito em dezembro de 2009 e foi liberada a comercialização a partir de junho de 2010, porque o processo não é tão simples assim, é um pouco complicado: o processo sair em dezembro e só a partir de junho começar a comercialização não acontece apenas nesse setor. É claro, por exemplo, que esse trabalho já vem sendo realizado em vários países; hoje vocês estão com um registro do Xeomin em quantos países?

Roberto Marques: Bom, nesta semana a gente teve a notícia de que foi aprovado também nos Estados Unidos o projeto de lei, então agora nós completamos 26 países onde o Xeomin é comercializado.

Milton Paes: Como é que está a penetração dele junto a todos esses segmentos no exterior? Pergunto para podermos até ter uma ideia, um parâmetro de como isso vai chegar aqui, no Brasil.

Roberto Marques: Hoje, diferentemente de alguns mercados - porque o produto chegou em um momento diferente também -, em média, nós estamos com 15% a 20% do mercado. Mas realmente o que a gente vê é que aqui, no Brasil, até pelo uso bastante grande da toxina botulínica, dado também ao tamanho da população nós esperamos chegar entre 14% e 15% no primeiro ano de comercialização, nos próximos doze meses.

Roberto Müller: Logo no primeiro ano vocês esperam atingir a média internacional?

Roberto Marques: Sim, porque na verdade o médico brasileiro é muito atualizado, ele vai para o exterior, ele participa de congressos internacionais... E já havia uma expectativa sobre a chegada do Xeomin aqui no Brasil porque eles vêm acompanhando que o produto está disponível na Alemanha desde 2005 e aguardavam a chegada aqui, no Brasil.

Theo Carnier: E agora, quais produtos vocês têm? Quais as linhas de produtos? Porque nós só falamos até agora de um, e acredito que haja mais, ou que esteja para sair.

Roberto Marques: Então no Brasil, como eu havia mencionado, a Merz iniciou através de licenças, então existe um produto, com o nome aqui, no Brasil, de Ebix, cuja substância é a memantina e é usado para tratar do mal de Alzheimer. Dentro do laboratório Biolab, que já havia licenciado alguns produtos na área de dermatologia, utilizados para cicatrização, tem produtos para prevenir a queda de cabelo.

E, no caso específico da Merz Biolab, além do Xeomin, que é a toxina botulínica, nós também comercializamos no Brasil com um produto chamado Radiesse, que é um preenchedor, um preenchedor facial e preenchedor para as mãos. E é um produto também com uma característica muito interessante, porque hoje em dia você tem um mundo de preenchedores, tanto a partir do ácido hialurônico como a partir de outras substâncias, que é o caso do Xeomin, que é a hidroxiapatita de cálcio, um produto muito conhecido pelos dentistas.

Roberto Müller: O que é um preenchedor?

Roberto Marques: Com o passar dos anos, as marcas de expressão vão se acentuando, então elas podem ser preenchidas por uma substância que depois vai sendo absorvida pelo organismo lentamente. Então você pode ganhar aparência jovial de alguns anos, até dez ou 15 anos a menos, através de um preenchimento que devolve à pele a aparência que ela tinha antes de aparecerem esses vincos, essas depressões.

Milton Paes: Roberto, nós três gostamos muito disso daí, viu? Principalmente de uns anos para cá, não é só mulher que está se preocupando com esse negócio de vaidade, o homem também. A gente está brincando, até para descontrair, mas esse tratamento, no caso, esse produto específico, ele demanda por exemplo, quanto tempo de tratamento? Porque certamente as clínicas de estética devem fazer isso.

Roberto Marques: No caso do Xeomin ele está na categoria de medicamentos, então ele vem em um frasco, liofilizado, e o médico vai reconstituí-lo com soro fisiológico. A partir daí, com uma seringa ele vai aplicar nos grupos musculares a que se destina. No caso do Radiesse, que é um preenchedor, ele está numa categoria chamada de produtos para a saúde, que é o antigo correlato. Então, na verdade, ele é quase uma bioprótese. No caso do ácido hialurônico, que existe no mercado, e do Radiesse, que é a hidroxiapatita, é uma substância que, depois de injetada - ela já vem dentro de uma seringa, totalmente esterilizada e ele então vai injetar com os cuidados assépticos e tudo mais - devolve aquela aparência de anos atrás para o paciente.

Essa substância, no caso do Radiesse, além de dar o volume para voltar às condições anteriores, ela também permite uma formação de um novo colágeno; essa substância fica no organismo por aproximadamente 18 meses, quando deve ser aplicado novamente.

No caso das mãos acontece a mesma coisa. Porque você tem a perda de parte da camada muscular e começa então o aparecimento daquelas veias, das depressões, os ossos que são mais marcantes, então a aplicação desse preenchedor devolve aquela aparência mais jovial às mãos das pessoas.

Roberto Müller: O Milton fez uma observação e eu gostaria de explorá-la mais um pouco. Que o uso seja para fins terapêuticos, não há dúvidas, mas para fins estéticos, substâncias como Xeomin para homens é realmente uma coisa verdadeira?

Roberto Marques: Não tenha dúvidas, nós estamos evoluindo muito: as barreiras de preconceito foram caindo, e o homem aqui no Brasil também está seguindo a tendência mundial. Porque tem um dado muito curioso: nós tivemos recentemente essa crise que atingiu muito fortemente os Estados Unidos e muitas pessoas perderam o emprego. Houve então uma procura muito maior por esses procedimentos nas clínicas norte-americanas, tanto para mulheres quanto para homens, porque eles queriam se sentir bem, ter uma aparência melhorada para até buscar uma nova oportunidade, um novo emprego.

Fonte: Danilo Sanches / www.dci.com.br

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Fumo também faz mal à pele


Todo mundo tá cansado de saber que fumar faz muito mal. O pulmão e o coração sofrem, aumentando as chances de doenças graves como câncer, o cabelo perde brilho e até o paladar é prejudicado. Com relação à pele, o hábito não é menos prejudicial. “Pessoas fumantes possuem marcas acentuadas de envelhecimento na pele. O calor da chama e o contato da fumaça com a pele provocam o envelhecimento e a perda de elasticidade cutânea”, comenta o doutor Aldo Toschi, sócio efetivo e conselheiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Este envelhecimento precoce se dá porque as substâncias presentes no cigarro entopem a circulação sanguínea, como explica o também dermatologista Abdo Salomão Jr. “A nicotina entope a microcirculação e inibe a formação de colágeno e fibras elásticas pela pele. Além disso, promove as linhas de expressão e uma tonalizada amarelo-acinzentada”. O doutor Toschi completa: “o fumo reduz o fluxo sanguíneo da pele, dificultando a oxigenação dos tecidos. A redução deste fluxo parece contribuir para o envelhecimento precoce da pele e para a formação de rugas”.

Além disso, o hábito de fumar em si também acelera a formação de rugas em volta dos lábios. “O ato de puxar a fumaça exercita a musculatura labial repetidas vezes, o que contribui com o aumento das rugas de expressão ao redor da boca, mais desenvolvidas nos fumantes”, explica Abdo.

Com base nesses dados bastante negativos, a indústria de cosméticos tem apostado em produtos especialmente para fumantes. Mas será que eles funcionam? “Os danos já existentes são dificilmente reparados por cosméticos. Os antioxidantes e retinóides e fotoprotetores podem, se tanto, anular os efeitos nocivos do cigarro. O processo de reparação de colágeno e redução de alterações circulatórias crônicas são de difícil reparo por cremes uma vez que sua penetração é restrita ás camadas mais superficiais da pele”, comenta Toschi.

Opinião semelhante tem o doutor Abdo Salomão. “Estes novos produtos ainda estão em fase de estudo. Seus reais benefícios ainda não estão comprovados. Além do mais, causam uma falsa impressão de que os usando o indivíduo estaria protegido dos malefícios da nicotina”, fala. Ou seja, a única solução é mesmo parar de fumar.

Para quem não consegue vencer o vício de jeito nenhum, os médicos apelam para que essas pessoas ao menos diminuam o consumo. “Reduzir ao máximo o consumo de nicotina e aumentar a ingestão de líquidos e alimentos com antioxidantes, além de usar fotoprotetores podem ajudar a reduzir os danos à pele”, esclarece o doutor Toschi. “De fato o melhor caminho é cessar este hábito, que prejudica todo o organismo e não somente a cútis. Nos casos de impossibilidade de cessar, orienta-se tomar muita água (mais de dois litros e meio por dia) e fazer uso de vitamina C oral na dose de 500mg/dia. FPS e cremes à base de ácidos também são muito bem vindos”, finaliza Abdo.

A SBD, consciente dos malefícios do fumo à saúde da população, é membro da Aliança de Controle do Tabagismo.


FONTE: Jornal A Notícia

domingo, 22 de agosto de 2010

Equilíbrio de vitaminas é receita para manter vitalidade da pele


Alimentar-se de maneira balanceada e beber de dois a três litros de água por dia é a melhor receita para manter a vitalidade da pele, de acordo com a Dra. Socorro Giorelli, médica nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Um organismo nutrologicamente equilibrado, com a quantidade ideal de vitaminas, nutrientes e sais minerais, é fundamental para prevenir o envelhecimento precoce.
"A vitamina A e a vitamina E são as mais importantes para manter a pele bem cuidada", explica a Dra. Giorelli, que recomenda óleo de fígado de bacalhau, fígado, espinafre, leite e gema de ovo. A médica conta que, quando ingeridas adequadamente, essas vitaminas funcionam como protetores solares - mas é importante lembrar que isso não exclui a necessidade da aplicação do filtro solar.
Além dos benefícios para a pele, a vitamina A também é muito importante para a saúde dos olhos. "Se a dieta estiver deficiente dessa vitamina, a pele pode se tornar extremamente seca e a visão fica deficiente", ressalta. É importante lembrar, no entanto, que tudo em excesso faz mal. "Uma quantidade muito elevada de vitamina A pode provocar ressecamento e aspereza na pele, queda de cabelos e feridas nos lábios".
Outras vitaminas, nutrientes e sais minerais também são importantes: .
Vitamina B: impede o ressecamento e a inflamação dos lábios.
Vitamina C: presente em todas as frutas cítricas, também é importante para a saúde da pele
Ferro: importante para a saúde do sangue, porém também confere um aspecto corado à pele.
Zinco: Mantém a pele, cabelo e unhas saudáveis. Bom para cicatrização de ferimentos. É necessário no organismo em doses muito pequenas.


Cuidados com álcool e café - Muitas bebidas podem causar danos à pele. "Álcool e café causam dilatação dos capilares, pequenos vasos sanguíneos que ficam sob a superfície da pele. Isso resulta na familiar aparência ruborizada, avermelhada, das pessoas que têm o hábito de beber", aponta a Dra. Giorelli. Ela comenta que esses efeitos do álcool e do café são inicialmente temporários, mas beber excessivamente pode causar dilatação permanente dos vasos, fazendo com que eles fiquem aparentes.
Alimentação e pele estão entre temas de Congresso - Alimentos funcionais e alimentação para preservar a pele estão entre os temas que serão discutidos durante o XIV Congresso Brasileiro de Nutrologia, que acontece de 15 a 17 de setembro no Centro de Convenções do hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. O evento, organizado pela ABRAN, acontece desde 1996 e inclui palestras, painéis e debates sobre temas como obesidade, nutrologia pediátrica, longevidade, diabetes, cirurgia bariátrica, síndrome metabólica, farmacoterapia prolongada, suplementos alimentares, transgênicos, nutrogenômica, medicina estética e alergia alimentar, entre outros.
Este ano, a ABRAN espera receber, entre brasileiros e estrangeiros, mais de 2.500 médicos nutrólogos e de outras especialidades (pediatras, geriatras, endocrinologistas e clínicos gerais), profissionais de saúde e estudantes de medicina, além de mais 180 conferencistas. As inscrições estão abertas para médicos, estudantes e profissionais interessados.
Informações: XIV Congresso Brasileiro de Nutrologia
De 15 e 17 de setembro de 2010
Hotel Maksoud Plaza - São Paulo (SP)
Telefones (17) 3523-9732 | (17) 3524-4929
www.abran.org.br/congresso

Fonte : Revista Fator

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Gel britânico pode aumentar rapidez na cura de feridas crônicas


Cientistas britânicos desenvolveram um gel capaz de aumentar em até cinco vezes a capacidade de cura completa de feridas simples como arranhões até ulcerações por conta de diabetes ou na perna.

Chamado Nexagon, o medicamento foi testado em 100 pessoas e de acordo com os especialistas liderados por David Becker, professor da University College London, é eficiente para o tratamento de feridas crônicas.

Durante inflamações em feridas graves, uma proteína em excesso no organismo impede a cicatrização. O gel age justamente na diminuição dos índices dessa proteína, fazendo com que as células responsáveis pela cura da ferida se movam mais rápido à região lesada.

Com a consistência de pastas de dente, o gel é desenvolvido a partir de pedaços do DNA responsáveis pela inibição da proteína.

No estudo conduzido por Becker com úlceras na perna, após quatro semanas de aplicação do gel, o número de pacientes com recuperação completa era cinco vezes maior na comparação com o grupo controle, não medicado com a substância. Em média, este tipo de lesão leva seis meses para sarar e as ulcerações surgem novamente em 60% dos casos.

Fonte : Associated Press

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bactéria salmonela é opção para tratamento de câncer de pele


Um estudo italiano divulgado na revista Science Translational Medicine afirma que a bácteria salmonela pode ser eficaz no combate ao câncer de pele.

De acordo com os pesquisadores, células T CD8, responsáveis pelo combate a agentes patológicos como vírus e células cancerígenas, conseguem identificar os locais com melanoma no corpo por meio de um peptídeo conhecido como Cx43.

Peptídeos são cadeias de aminas, ligadas ao processo de produção de proteínas. Durante o desenvolvimento do câncer de pele, o sistema imunológico é ludibriado, segundo o estudo, pela ausência de Cx43, que alerta o corpo sobre sintomas de anormalidades por meio antígenos tumorais.

A administração de exemplares enfraquecidos da bactéria no organismo do paciente com câncer pode aumentar o nível de Cx43 e garantir a ação das células T CD8 por meio da liberação de citotoxinas.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, melanomas são menos comuns que outras manifestações de câncer de pele, mas são mais agressivos. Para o órgão, a cirurgia é o tratamento mais indicado. Radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas.

A salmonela é conhecida por causar intoxicação alimentar com presença de diarreias, cólicas abdominais e febre.



Fonte: SB Notícias
Foto: Salmonellablog.com

terça-feira, 22 de junho de 2010

Creme de botox é testado em tratamento de suor excessivo



Produto é alternativa para quem não suporta a dor da injeção

A toxina botulínica, conhecida como botox, está sendo testada em uma versão em creme. A substância, na forma injetável, é usada em tratamentos dermatológicos há mais de 20 anos. Indicado para pessoas com sensibilidade à dor causada pela aplicação com agulhas, o creme foi testado em pacientes com hiperidrose -suor excessivo nas axilas, nas mãos e nos pés. Os dados preliminares de um estudo feito no México com dez pacientes foram apresentados na reunião anual da Academia Americana de Dermatologia, realizada nos Estados Unidos.

A nova técnica é simples: o paciente recebe uma aplicação local do creme e um aparelho ajuda a penetração das substâncias na pele. O botox em creme, no entanto, não é tão eficiente quando comparado ao injetável: a técnica convencional reduz em 100% a sudorese, enquanto o creme mostrou 70% de eficácia. Além disso, segundo o estudo, a toxina injetada tem uma durabilidade quase 16% maior do que a em creme -que precisa ser reaplicada cerca de sete meses depois.
"Apesar de um pouco inferior, a eficácia da aplicação do creme é boa porque não é invasiva e é mais bem tolerada por não causar dor", diz a dermatologista Lilian Mayumi Odo, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional São Paulo.

Segundo Odo, muitas pessoas sentem dores fortes na região da aplicação. "Nas mãos, por exemplo, há muitas terminações nervosas. A injeção é bastante dolorida." Mesmo com os benefícios aparentes, o botox em creme ainda não está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não tem data para chegar no Brasil. "Outros estudos ainda precisam comprovar esses resultados", diz Odo.




FONTE: Folha de S. Paulo Online - Fernanda Bassete

terça-feira, 4 de maio de 2010

BOTOX EM CREME CHEGA AO BRASIL NO SEGUNDO SEMESTRE DESTE ANO


O INBRAVISA - INSTITUTO BRASILEIRO DE AUDITORIA EM VIGILÂNCIA SANITÁRIA, informa que um novo tratamento promete agitar as clínicas de estéticas nos próximos meses: a toxina botulínica em creme

A novidade deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2010, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A toxina botulínica em creme tem a mesma finalidade do produto injetável, com a vantagem do paciente não sentir a dor da picada. Reduz marcas de expressão, pés de galinha e as pequenas linhas ao redor dos lábios.
O produto propicia a aplicação tópica e penetra facilmente na pele.

O Revance, como o tratamento é conhecido, paralisa a musculatura superficial da pele, e em apenas seis horas é possível notar algum efeito.

O produto pode ser usado também para controlar o suor em axilas, mãos e pés, e está em fase final de aprovação pela Food and Drugs Admnistration (FDA).

FONTE: Gerencia de Comunicações INBRAVISA

quarta-feira, 14 de abril de 2010

S.O.S. Beauty

Novas técnicas, aparelhos e substâncias para ficar com tudo em cima – no rosto e no corpo. Tudo direto do mais recente Congresso da Academia Americana de Dermatologia e do último Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica.

Preenchedor poderoso
O que é: Juvéderm Voluma, preenchedor à base de ácido hialurônico, aprovado pelo FDA (órgão americano regulamentador de alimentos e medicamentos), mais concentrado e maleável.

Para que serve: “O produto repõe os volumes das maçãs do rosto e do queixo”, explica a dermatologista Cláudia Magalhães, de Recife. “É uma evolução, pois esse novo ácido poderá ser injetado abaixo da derme com resultados prolongados, algo em torno de 18 meses”, explica o dermatologista André Vieira Braz, do Rio de Janeiro.

Como funciona: O procedimento é feito em consultório e com anestesia local. “O produto é introduzido por meio de cânula ou agulha. O efeito é imediato, mas a região pode ficar inchada ou com pontos roxos por alguns dias”, explica André Braz. Custo aproximado: 2,5 mil reais (a redefinição do rosto é feita em uma sessão, com revisão depois de 15 dias).



Preenchedor à base de algas

O que é: Lançado recentemente na Europa, um novo preenchedor, o Novobel, da Merz, à base de alginato (derivado de algas).

Para que serve: O novo produto tem a mesma ação da maioria dos preenchedores à base de ácido hialurônico. “Com a vantagem de ser feito de minúsculas esferas de alginato, que tornam a aplicação mais precisa e menos dolorosa”, revela o dermatologista Davi de Lacerda, de São Paulo.

Como funciona: Depois de injetado, o produto se torna mais rígido, preenchendo rugas, vincos e aumentando o volume de lábios por mais tempo. Custo: não definido.

14 novidades apresentadas no Congresso da Academia Americana de Dermatologia e no último Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica:

Anticelulite e flacidez

O que é: Já aprovado pelo FDA, o Reaction, da Viora, é um aparelho multiuso. No Brasil, a Medpro será responsável por sua importação, informa a dermatologista Edislene Viscardi, de Blumenau, Santa Catarina.

Para que serve: Indicado para combater flacidez, celulite e redimensionar o contorno corporal. Pode ser aplicado no corpo, rosto e pescoço.

Como funciona: Reúne três níveis de radiofreqüência e quatro de sucção. “Essa variação de níveis permite que o aparelho atinja diferentes profundidades da pele, mudando de acordo com a gravidade da celulite e da flacidez, além de considerar a sensibilidade de cada paciente. Os três níveis de radiofreqüência podem ser usados ao mesmo tempo para tratar a celulite e a flacidez cutânea de uma só vez”, descreve Edislene. São necessárias seis sessões (uma por semana). Preço: ainda não definido.



Menos celulite, mais firmeza

O que é: Freeze, aparelho da Vênus Technologies. Ainda não há uma data certa de chegada ao Brasil, mas alguns dermatologistas, como Paulo Barbosa, de Salvador, acreditam que possa estar por aqui em seis meses.

Para que serve: Trata flacidez, celulite e redesenha o contorno corporal.

Como funciona: A associação de um pulso magnético com radiofreqüência bipolar faz um aquecimento uniforme da área tratada, sem risco de queimaduras. “Ele estimula a lipólise (queima de gordura) e melhora o suprimento de oxigênio para as células”, conta Paulo Barbosa. “A radiofrequência aumenta a produção de colágeno e elastina, deixando a pele mais firme”, complementa a dermatologista Jozian Quental, de São Paulo. São necessárias de seis a oito sessões (uma por semana). Custo: a definir.

Nocaute triplo: flacidez, gordura e celulite

O que é: Apollo, um aparelho que chegou às clínicas em janeiro. Ele emite energia de radiofrequência Tri Polar: a energia circula entre três pólos, formando um campo energético focado.

Para que serve: Promove o efeito lifting em áreas que tenham tendência à flacidez (além do rosto, parte interna da coxa, braços, parte superior do joelho e bumbum), reduz depósitos de gordura e ameniza a celulite.

Como funciona: Cada cabeçote do aparelho (um grande para o corpo, um médio para o rosto e um pequeno para a região das pálpebras e da boca) aquece ao mesmo tempo as camadas superficiais e profundas da pele em apenas 30 minutos, pois não é preciso trocar os cabeçotes, como acontecia com aparelhos mais antigos. O melhor: sem causar danos à superfície da pele. “O aquecimento estimula a produção de novas fibras de colágeno na derme e, por chegar ao tecido subcutâneo, onde fica a gordura, acelera seu metabolismo, dando uma enxugada nas áreas tratadas”, revela a dermatologista Juliana Macéa, da clínica Nuno Osório, em São Paulo. Custo: cerca de 500 reais, por sessão e área (no total de seis a oito sessões, uma vez por semana).

Laser 3 em 1

O que é: Fraxel Dual, um aparelho de laser. Aprovado pelo FDA (órgão americano regulamentador de alimentos e medicamentos), deve chegar em até seis meses ao Brasil.

Para que serve: Combate rugas, manchas e vasinhos, tudo ao mesmo tempo.

Como funciona: Tem duas ponteiras: a tradicional de laser de Erbium, indicada para rejuvenescimento facial profundo, eliminação de cicatrizes de acne e estrias, e a nova de Thulium, que serve para rejuvenescimento superficial, melanoses e vasinhos. “Essa nova versão do aparelho consegue atingir melhor os pigmentos da pele, proporcionando, além de melhora do colágeno, um clareamento mais eficaz”, explica a dermatologista Carla Albuquerque, de São Paulo. São indicadas de duas a cinco sessões (dependendo do caso), com intervalo de cerca de um mês entre elas. Preço aproximado: R$ 1.500, a sessão.


Cosméticos elétricos anti-idade
O que são: Cosmecêuticos criados com base em pesquisas de ponta feitas pela multinacional Johnson & Johnson e que foram a sensação no Congresso da Academia Americana de Dermatologia. Os novos produtos geram correntes elétricas na pele para estimular a síntese de colágeno e elastina. A previsão é que cheguem ao Brasil a partir de setembro.

Para que servem: Rejuvenescer a pele do rosto. “Há indícios de melhora na flacidez da pele, nas rugas e até no clareamento de manchas”, diz o dermatologista Omar Lupi, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Como funcionam: Os cosmecêuticos se baseiam na teoria da bioeletricidade do corpo. “A formação de eletricidade na superfície da pele – similar à do processo de cicatrização, que leva à produção de colágeno – é transferida de célula a célula até chegar às camadas mais profundas, estimulando a multiplicação das fibras colágenas. Os cosmecêuticos contêm zinco e cobre (os mesmos íons das pilhas), que, combinados com a água da fórmula, funcionam como uma espécie de bateria”, explica a dermatologista Érica Monteiro, de São Paulo. O preço ainda não está definido.

Lipo: cânula descartável
O que é: Uma nova cânula descartável feita de aço inox e revestida de silicone para substituir a cânula de ferro não descartável, utilizada pela maioria dos cirurgiões plásticos. Desenvolvida em 2009, foi tema do 11o Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, em março.

Para que serve: Fazer lipoaspiração e enxerto de gordura. “Torna os procedimentos cirúrgicos mais seguros, já que diminui o risco de contaminação por bactérias e permite um pós-operatório menos desconfortável e doloroso”, diz o cirurgião plástico Ewaldo Bolivar de Souza Pinto, responsável pela novidade e coordenador do simpósio.

Como funciona: A flexibilidade da nova cânula torna a remoção da gordura menos traumática e permite ao médico maior sensibilidade em relação a outros órgãos da região, prevenindo possíveis perfurações.


Prótese em cone
O que é: Prótese de silicone cônica feita de poliuretano, substância considerada atualmente a mais segura.

Para que serve: “Graças ao formato em cone e as bordas em degradê, que imitam a curvatura natural das mamas, é possível colocar próteses maiores para deixar os seios firmes, sem deixar a aparência artificial,” explica o cirurgião plástico Noel Lima, do Rio de Janeiro. Esse recurso evita o formato de bola de próteses mais antigas. Para o cirurgião plástico Sérgio Aluani, de São Paulo, a novidade é perfeita para mamas caídas após perda de peso ou amamentação.


Como funciona: A cirurgia para implante do silicone é idêntica à tradicional. A prótese pode ser inserida por meio de uma incisão de cerca de 7 cm nos sulcos abaixo dos seios ou na borda inferior do mamilo. “Com um pós-operatório bem feito, a paciente poderá voltar a dirigir em duas semanas”, garante o cirurgião Noel. Preço: sob consulta.


Pálpebras novinhas em folha
O que é: Cirurgia de rejuvenescimento dos olhos associada com o enxerto de gordura do próprio paciente para resultados mais naturais.

Para que serve: “A gordura é usada para preencher locais onde houver depressões e sulcos, dando jovialidade ao olhar”, explica o cirurgião plástico Nelson Letízio, de Rio Claro, São Paulo. Primeiro, o médico usa o laser de CO2 para remover a pele e as bolsas das pálpebras. Em seguida, enxerta a quantidade ideal de gordura nos locais onde há a necessidade. “Essa técnica deixa a aparência mais natural”, garante.

Como funciona: A gordura do próprio paciente pode ser retirada do joelho ou do abdômen. “O material é totalmente tolerado. Não há nenhum tipo de rejeição”, explica o médico. Outra vantagem: esse tecido gorduroso é rico em células-tronco, que melhoram o aspecto da pele. Preço: sob consulta

Toxina botulínica em forma de creme
O que é: Revance, toxina botulínica de uso tópico, em fase final de aprovação pela Food and Drugs Admnistration (FDA), com cerca de três anos de estudo e análise de 2 mil pacientes. Deve chegar ao Brasil no próximo semestre.

Para que serve: Para rugas superficiais, como pés de galinha e linhas ao redor dos lábios e as do pescoço. “Além disso, apresentou bons resultados ao reduzir a aparência dos poros e a acne”, revela o dermatologista Marcelo Bellini, de São Paulo. “Poderá ser usada também para controlar o suor em axilas, mãos e principalmente pés”, diz o dermatologista Davi de Lacerda, de São Paulo.

Como funciona: O grande trunfo do produto é a capacidade de as partículas da toxina tópica atravessarem a epiderme e a derme para chegar ao músculo. “Parece ser um mix de mecanismos que envolvem a transpiração e a transmissão celular, mas o segredo está guardado a sete chaves”, conta Marcelo. No músculo, funciona como a toxina injetável. Ainda não há a previsão de quanto vai custar.


Rosto: lifting light
O que é: Suspensão da face por meio de pontos internos (em forma de pregas para costurar a musculatura) chamados de plicaturas, no lugar do tradicional lifting facial, feito com cortes e descolamentos de músculos.

Para que serve: Fazer com que a cirurgia seja menos agressiva, mais rápida e com menos cicatrizes no pós-operatório.

Como funciona: Após descolar a pele, o cirurgião a suspende e faz as plicaturas. “A técnica evita grandes descolamentos e preserva mais o músculo”, explica o cirurgião plástico Paulo Muller, do Rio de Janeiro. A cirurgia dura cerca de uma hora. Preço: sob consulta.


Frio X Gordura
O que é: O aparelho Zeltiq, que promete destruir as moléculas de gordura pelo frio. “A técnica foi desenvolvida pelo dermatologista americano Richard Rox Andersen, de Harvard, criador do laser Fraxel para as rugas”, revela a dermatologista Daniela Nunes, da Slim Clinique, no Rio de Janeiro. O equipamento, aprovado pelo FDA, deve chegar ao Brasil no segundo semestre.

Para que serve: Para a redução de medidas. “Pesquisas revelaram a perda de 3 cm na região do abdômen”, revela a dermatologista Valéria Campos, de São Paulo. Indicado para pessoas magras com gordura localizada.

Como funciona: O aparelho usa a criolipólise, que causa o resfriamento profundo da pele até 4 oC. “O novo aparelho faz uma redução progressiva das medidas. Os resultados finais aparecem depois de 90 dias, com resultados prolongados”, explica a dermatologista. Preço: não definido.


Mais firmeza, menos dor
O que é: O conhecido aparelho de radiofrequência Thermacool ganhou um novo sistema, chamado de CPT (Comfort Pulse Technology).

Para que serve: Tratar flacidez do rosto e pescoço. “Serve também para prevenir estrias”, conta a dermatologista Roberta Bibas, do Rio de Janeiro.

Como funciona: A energia da radiofrequência provoca a síntese de novas fibras colágenas. “É mais eficiente na emissão das ondas de calor, que penetram na derme e permanecem mais tempo no local, estimulando o colágeno”, explica Roberta. “As ponteiras emitem a energia e ao mesmo tempo vibram, causando menos dor”, explica a dermatologista Catarina Capela, de São Paulo. Custo: em média, de 5 mil a 8 mil reais, a sessão. Deve ser repetida a cada seis meses ou um ano.

FONTE: Sandra Hirata - Revista Elle (http://elle.abril.com.br/)

domingo, 11 de abril de 2010

Martha Medeiros: Vidas gastas antes do tempo

A pergunta mais aterrorizante hoje em dia é: "Que idade você me dá?"

Um dos fenômenos mais comentados nos dias que correm é a longevidade humana e seus efeitos estéticos. Hoje um homem ou uma mulher pode chegar aos 70 anos com cara de 60, e aos 60 com jeito de 50, lembrando que os 50 são os novos 40, e assim eliminamos 10 anos da nossa aparência, bastando para isso uma boa alimentação, exercícios físicos e uma ajudazinha de procedimentos que se tornaram corriqueiros, como aplicações de botox, preenchimentos e intervenções cirúrgicas. Por causa disso, a pergunta mais aterrorizante hoje em dia é: Que idade você me dá?. Por favor. A pessoa pode ter 36, 48 ou 57, como responder sem ferir suscetibilidades? Dos 30 aos 60 estão todos com a mesma cara.

Reconheço que a nossa aparência jovial é um assunto que já saturou. Ninguém fala em outra coisa, e os elogios que são ouvidos nas ruas só confirmam o milagre do rejuvenescimento.

"O tempo não passa pra você".

"Rapaz, você está igual, só que com menos cabelo".

"Você já tem 50? Ninguém diria!"

Até parece que conseguimos finalmente parar o tempo. Mas é mentira que estamos todos com a mesma cara. Olhe bem para o rosto de uma mulher que passou anos lavrando a terra no interior do Estado e criando sete filhos sem ajuda alguma. Quantos anos você lhe dá?

Estamos esquecendo que, para muita gente (um grupo bem maior do que a nossa turminha), perdura outro milagre: o do envelhecimento precoce. São aquelas pessoas que você jura que têm 40 anos, mas que têm 29. Que você daria uns 55 sem titubear, mas que acabaram de completar 38. Só que eles não estão nas páginas das revistas para exibir esse também inacreditável efeito estético que a vida lhes proporciona.

O rosto conta a nossa história? Estou certa disso. Conta a respeito das facilidades cosméticas que tivemos acesso, aliadas ao nosso bem-estar e à nossa qualidade de vida, já que nossos problemas quase sempre são de ordem psicológica e se alojam mais na alma do que na pele. Mas muita gente traz no rosto as marcas da luta diária pela sobrevivência, onde não há acesso a complexos vitamínicos, filtros solares nem muito motivo para achar a vida encantadora.

Eu a vi na tevê dia desses: era uma mulher com o corpo delicado, mas com mãos de estivador por causa do manuseio da enxada. Acorda todos os dias às 4h da manhã e lava seu cabelo desgrenhado com sabonete e água gelada. Seu rosto inteiro parecia a ponta de um dedo murcho, como quando se fica muito tempo dentro da piscina. O pescoço era um despenhadeiro. Dois seios vazios, dois braços manchados e um filete de voz. Parecia ter uns 90 anos, no entanto, era bem mais jovem do que eu e você, ninguém diria.

FONTE: Jornal O Globo (Revista O Globo)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Pele Negra



A pele negra tem uma grande capacidade de proteção natural, já que contém mais melanina. No entanto, também está sujeita a uma incidência maior de manchas. Apesar de estarem menos propensas aos efeitos nocivos dos raios UV, as peles negras também devem ser diariamente protegidas com o uso de filtros solares, pois previnem a formação de
manchas.


Além disso, as peles negras contêm maior número de glândulas sudoríparas, que causam a transpiração, e são, geralmente, mais oleosas que as peles brancas - sendo mais propensas à foliculites (pequenas lesões inflamadas nos poros) e acne. A pele negra é mais resistente que a pele branca, o que contribui para uma aparência mais jovem e para preservar a hidratação interna.


As mulheres negras dificilmente têm problemas com celulite e flacidez, pois geralmente têm mais tonicidade e massa muscular, mas devem tomar cuidado com as estrias, pois sua pele tem uma trama mais fechada que se rompe com mais facilidade. Assim, as mulheres negras têm que evitar engordar e emagrecer rapidamente e redobrar a atenção na gravidez.


FONTE: http://www.sbd.org.br/ (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Alisamento com Formol é prejudicial!


Formol e Glutaraldeído como alisantes – Diga NÃO ao Uso Indevido


Recentemente, foi publicada a Resolução RDC 36, de 17 de junho de 2009, que proíbe a comercialização do formol em estabelecimentos como drogarias, farmácias, supermercados, empórios, lojas de conveniências e drugstores. A finalidade dessa Resolução é restringir o acesso da população ao formol, coibindo o desvio de uso do formol como alisante capilar, protegendo a saúde de profissionais cabeleireiros e consumidores. Dados recebidos pela Anvisa mostram que as notificações de danos causados por produtos para alisamento capilar triplicaram no 1º semestre de 2009 em comparação com todo o ano de 2008, sendo que na maioria dos casos há suspeita do uso indevido de formol (e também de glutaraldeído) como substâncias alisantes.

O uso do formol como alisante capilar NÃO é permitido pela Anvisa, pois esse desvio de uso pode causar sérios danos ao usuário do produto e ao profissional que aplica o produto, tais como: irritação, coceira, queimadura, inchaço, descamação e vermelhidão do couro cabeludo, queda do cabelo, ardência e lacrimejamento dos olhos, falta de ar, tosse, dor de cabeça, ardência e coceira no nariz, devido ao contato direto com a pele ou com vapor. Várias exposições podem causar também boca amarga, dores de barriga, enjôos, vômitos, desmaios, feridas na boca, narina e olhos, e câncer nas vias aéreas superiores (nariz, faringe, laringe, traquéia e brônquios), podendo até levar a morte. Para saber mais, acesse o material disponível em nossa página sobre Formol e Alisantes.

Recentemente, a Anvisa também tem sido questionada quanto ao uso de glutaraldeído ou glutaral, que, devido a sua semelhança química com o formol, apresenta também os mesmos riscos e restrições.

É importante esclarecer que o que está proibido é o desvio de uso dessas substâncias. A legislação sanitária permite o uso de formol e glutaraldeído em produtos cosméticos capilares apenas na função de conservantes (com limite máximo de 0,2% e 0,1%, respectivamente), durante a fabricação do produto, somente. A adição de formol, glutaraldeído ou qualquer outra substância a um produto acabado, pronto para uso, constitui infração sanitária, estando o estabelecimento que adota esta prática sujeito às sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis, sendo que adulteração desses produtos configura crime hediondo.

Lembramos que somente os produtos definidos como cosméticos estão sujeitos às normativas vigentes para cosméticos.

Como alisar os cabelos de forma segura

Os produtos alisantes devem ser registrados na Anvisa. Existem substâncias ativas específicas com propriedades alisantes como ácido tioglicólico, hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio, hidróxido de lítio, hidróxido de guanidina permitidas pela legislação. Substâncias como formol e glutaraldeído NÃO são permitidos como alisantes. Por isso, antes de alisar os cabelos, verifique na própria embalagem se o produto a ser utilizado está registrado na Anvisa. Produtos que foram notificados possuem a inscrição “343/05” na embalagem e não podem ser indicados para alisamento capilar.

Os produtos cosméticos registrados devem obrigatoriamente estampar, na sua embalagem externa, o número de registro, que sempre começa pelo número 2, e sempre terá ou 9 ou 13 dígitos (exemplo: 2.3456.9409 ou 2.3456.9409-0001). Esse número de registro é geralmente precedido pelas siglas “Reg. MS” ou “Reg. Anvisa”, o que significa a mesma coisa.

Antes de usar o produto, é importante ler e seguir as instruções de uso do produto e ler atentamente as precauções de uso e advertências que constam na embalagem.

É possível consultar os produtos cosméticos registrados acessando o link http://www7.anvisa.gov.br/datavisa/Consulta_Produto/consulta_cosmetico.asp (preencha o campo “nome produto” ou “número de registro”, de preferência). Em caso de dúvidas ou denúncias, entre em contato conosco pelo e-mail: cosmeticos@anvisa.gov.br. Para efetuar denúncias sobre suspeita ou produtos irregulares, consulte também a Vigilância Sanitária de sua cidade. Em caso de suspeita de reações adversas causadas pelo uso de cosméticos, envie o relato para o e-mail cosmetovigilancia@anvisa.gov.br.


Fonte: ANVISA (http://www.anvisa.gov.br/)






sexta-feira, 26 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Novo exame genético permite prever lesões de herpes genital



Um novo teste genético prevê com que frequência as pessoas terão lesões provocadas pelo vírus do herpes genital. O exame, disponível nos Estados Unidos, foi apresentado no 68º encontro da Academia Americana de Dermatologia.

O exame é feito a partir da coleta de mucosa genital e mostra a presença ou ausência de mutações específicas no gene MBL, que tem um papel importante na resposta do sistema imunológico à infecção. Um paciente cujo teste tem resultado positivo tem aproximadamente 80% de chance de desenvolver lesões frequentes.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Omar Lupi, o novo teste permitirá, pela primeira vez, fazer um prognóstico da evolução do paciente com herpes. "Um dos benefícios é poder diminuir a tensão das pessoas que têm o vírus. Muitos pacientes perguntam: "Vou ter outras lesões? Quando?", e a gente simplesmente não sabia. Agora é possível dizer quais são as chances de eles contaminarem os parceiros", afirma.

Para Lupi, o exame também permite preparar um tratamento personalizado mais eficaz de combate ao vírus.

Segundo o dermatologista, cerca de 92% da população tem o vírus, mas apenas 10% deles têm crises recorrentes. O teste custa US$ 249 nos EUA, mas ainda deve ser aprovado pela Anvisa para ser usado no Brasil.

Fonte: Folha de S.Paulo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Peeling


O peeling é uma exfoliação química da pele através da aplicação de um ácido pelo médico. Existem vários tipos de ácidos que serão utilizados de acordo com o tipo da pele e dos problemas a serem tratados, como manchas, acne e rejuvenescimento. Essa escolha deve ser bem criteriosa, já que os peelings não são livres de efeitos colaterais, como manchas claras ou escuras, queimaduras, alergias.

O paciente também deve receber as orientações adequadas no pré e pós-peeling, para minimizar os efeitos adversos. No pré-peeling geralmente é feito um preparo com cremes prescritos pelo médico e desde então a exposição solar deve ser evitada. Após o peeling, que pode ser superficial, médio ou profundo, podem ser aplicados cremes específicos para diminuir o desconforto. A pele voltará ao normal após 5 dias ou até 2 semanas dependendo da profundidade do peeling.

Antes de realizar qualquer procedimento, o paciente deve tirar todas as suas dúvidas e conversar com o médico para saber quais os resultados esperados.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Guarda-sóis e proteção solar


Estar debaixo de um guarda-sol não significa estar protegido das radiações ultravioleta, que causam danos à pele, como câncer e o envelhecimento precoce. Guarda-sóis de materiais muito finos como o nylon por exemplo, não oferecem proteção apesar da sombra. A trama do material permite a passagem dos raios solares. Dê preferência aos guarda-sóis de materiais mais opacos e de trama bem fechada.
O INMETRO realizou um teste com algumas marcas, sendo que 5 foram reprovadas (vide tabela abaixo).





Além do guarda-sol adequado não dispense o filtro solar e óculos escuros.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Unhas - Removedores ou Acetona?


Ao retirar o esmalte das unhas é melhor usar removedores de esmalte do que a acetona pura. Os removedores tem uma concentração menor de acetona, que é uma das responsáveis pela fragilidade das unhas. Além disso, é bom deixar as unhas um tempo sem aplicar esmaltes para elas poderem "respirar" e evitar a desidratação ungueal.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Urticária




Pode ser aguda se a duração é menor que 6 semanas e crônica a partir de então. Podem ser causadas por medicamentos (antibióticos, antiinflamatórios, entre outros), alimentos, agentes físicos (calor, frio, pressão, água, vibração, por exemplo), exercício, doenças sistêmicas (distúrbios da tireóide), infecções virais, parasitas intestinais e outros. A urticária também pode estar associado ao angioedema, que é o inchaço dos olhos, lábios, extremidades e edema de glote, que pode ser fatal.
Ao contrário do que muitos pensam, às vezes são necessárias várias exposições ao agente causador para desencadear a urticária. Por isso, uma pessoa pode apresentar alergia a um medicamento ou substância, dias, meses ou até anos após.
A identificação da causa pode ser difícil e permanece obscura em muitos casos, no entanto o tratamento deve ser realizado pelo médico para evitar surgimento de novas lesões ou evitar fenômenos graves, que podem levar à morte.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Maçãs Suíças para prevenir as rugas


Após sair uma reportagem na Vogue, em que Michelle Obama disse usar um serum anti-aging a base de maçãs suíças para retardar o envelhecimento, muitos pacientes quiseram saber mais detalhes.

Este serum foi criado por um laboratório suíço que descobriu que as células-tronco das maçãs do tipo "Uttwiler Spätlauber" levariam à regeneração celular e retardariam o aparecimento de rugas. Além das maçãs o serum também tem Centella Asiática e extrato de algas, promovendo hidratação intensa, efeito lifting e vitalidade.

Ainda não está disponível no Brasil, mas é comercializado pela marca Clark Botanical's e custa U$ 355,00 (frasco 30 ml).


Fonte: Swissinfo.ch / Clark Botanical's.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Bromidrose




Bromidrose é o odor desagradável que afeta as axilas ou pés, principalmente após o suor e é provocado pela proliferação de bactérias no local. Para evitar mantenha essas áreas limpas, livre da umidade, preferir tecidos de algodão. O tratamento é feito pelo dermatologista com antibióticos tópicos.