quarta-feira, 14 de maio de 2014

Pele de homem: Foliculite da barba

A foliculite da barba é uma queixa muito comum trazida pelos homens ao consultório dos dermatologistas. O processo é causado pela infecção bacteriana dos folículos pilosos, gerando inflamação ao redor dos pelos. O ato de fazer a barba é um dos predisponentes, pois danifica os folículos pilosos que ficam mais sujeitos à infecção bacteriana, geralmente causada por bactérias do gênero estafilococos. Os sintomas variam de vermelhidão, formação de pus, coceira, ardência e até dor local. Outro processo muito comum é a pseudofoliculite, que é a inflamação causada após fazer a barba, em que os pelos crescem encurvados, permanecendo dentro da pele. Esse último quadro é mais comum na raça negra.
Existem alguns cuidados simples que podem ajudar a a controlar a foliculite da barba:
- Trocar as lâminas de barbear com frequência pois evita a contaminação por bactérias. Além disso o uso de lâminas cegas traumatizam a pele, piorando o quadro.
- Usar a lâmina no sentido do crescimento dos pêlos, nunca ao contrário.
- Fazer a barba logo após o banho pois os poros estão mais dilatados e os pelos mais maleáveis, diminuindo o trauma.
- Usar sabonetes antissépticos e realizar esfoliação da área da barba de 2 a 3 vezes por semana.
- Sempre usar espuma de barbear para diminuir o atrito da lâmina com a pele.

Se esses cuidados não forem suficientes para controlar a foliculite da barba, pode ser necessário o uso de antibióticos tópicos ou até orais prescritos pelo dermatologista.
Quando nenhuma intervenção é suficiente para resolver o problema, a depilação definitiva a laser é uma solução, já que sem o pêlo, não há foliculite. Mas o homem deve estar certo de que não deseja mais ter a barba, já que o tratamento é definitivo e os pêlos não voltarão mais a crescer.

sábado, 10 de maio de 2014

Pele de Homem

É cada vez mais frequente a presença masculina no consultório dos dermatologistas. Por isso resolvi dedicar alguns posts para falar da pele do homem. Tem alguns problemas que são próprios do sexo masculino ou o acometem com maior frequencia, como a foliculite da barba e a hiperidrose (sudorese excessiva) por exemplo. Temos no mercado cada vez mais cosméticos voltados para o público masculino e o dermatologista pode orientar qual o melhor produto para cada tipo de pele ou problema. O primeiro tema que irei abordar é sobre a foliculite da barba, post que vou publicar na próxima terça-feira. Aguardem!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Hidratação Injetável (Skin Booster)



Skin Booster é um novo conceito de hidratação, através de pequenas injeções de ácido hialurônico, componente natural da pele que se perde com o envelhecimento. Em 3 sessões com intervalos quinzenais ou mensais a pele adquire luminosidade, hidratação, elasticidade, firmeza, melhora das rugas finas, adquirindo um aspecto jovial e saudável. Pode ser realizado no rosto, pescoço, colo, mãos. A aplicação dura de 30 a 60 minutos e a pessoa não precisa deixar de realizar suas atividades habituais. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Manchas brancas nas unhas - O que pode ser?

Manchas brancas nas unhas são uma queixa muito comum no consultório, mas o que realmente podem significar?

Leuconíquia é o nome que se dá a qualquer mancha branca na lâmina ungueal, mas pode ter várias causas.
Quando elas estão em forma de pequenos pontinhos brancos, geralmente são causadas por pequenos traumas que passam despercebidos. Linhas brancas como estrias surgem quando o trauma é mais intenso, como fazer cutícula no salão. Nesses 2 casos não há o que fazer senão esperar a unha crescer.
As onicomicoses, que são causadas por fungos, também podem causar coloração esbranquiçada nas unhas e devem ser tratadas pelo dermatologista adequadamente para evitar a piora do quadro.
A cirrose hepática também pode causar uma alteração característica, chamada unhas brancas de Terry, em que praticamente toda a unha adquire uma coloração branca.
Pacientes submetidos a quimioterapia e com insuficiência renal também podem adquirir leuconíquia, que geralmente terá aparência de linhas transversais múltiplas na unha.

Na maioria das vezes as manchas brancas nas unhas não são causadas por nada grave e sim por pequenos traumatismos. Quando a causa é uma micose, esta deve ser tratada com antifúngicos em loção, esmalte ou por via oral pelo dermatologista. É importante consultar um dermatologista para se fazer o diagnóstico correto.

sábado, 3 de maio de 2014

Pele Oleosa - Como Cuidar?

A oleosidade da pele é um problema que afeta muitas pessoas, independente da idade ou do sexo. Quais são os cuidados mínimos que se deve ter com a pele do tipo oleosa. Primeiramente é importante identificar o problema, que torna a pele brilhosa, de textura pegajosa e pode evoluir com acne e comedões (cravinhos). A oleosidade excessiva também pode se manifestar com descamação no couro cabeludo, região das sobrancelhas e no canto do nariz, a dermatite seborreica, que muitos confundem com ressecamento. Muitas pessoas acabam usando condicionadores na raiz, cremes hidratantes no rosto e acabam piorando a oleosidade.
O cuidado básico é o uso de sabonetes específicos para peles oleosas de 2 a 3 vezes ao dia. Lavar o rosto mais do que 3 vezes ao dia pode dar um efeito rebote, estimulando ainda mais a produção do sebo.
A escolha do filtro solar também deve ser criteriosa, devendo-se preferir texturas em gel com a indicação de ser livre de óleo, não comedogênico(não provoca acne). Alguns filtros solares também tem ativos que ajudam na redução da oleosidade. O sol e o calor excessivo podem estimular a secreção sebácea também.
Lavar o couro cabeludo todos os dias também é necessário, pois a oleosidade do couro cabeludo e cabelos também podem se estender para o rosto e tronco. Lavar os cabelos todos os dias não provoca queda nem enfraquece os cabelos.
Quem usa maquiagem deve dar preferência a bases e pós que sejam livres de óleo e deve sempre retirá-la ao chegar em casa. Nunca dormir de maquiagem. Para retirar a maquiagem, dar preferência a géis de limpeza, já que os cremes e loções são mais oleosos.
O uso de cremes para pentear e finalizadores como o silicone nos fios, pode agravar a oleosidade se entrarem em contato com o couro cabeludo, rosto e tronco.
Se mesmo com esses cuidados a oelosidade persistir, existem produtos que ajudam a combater a oleosidade, através da diminuição da produção do sebo. Mas não se deve usar sem recomendação médica, pois cada pele tem uma necessidade especial. A acne e a dermatite seborreica também deve ser tratada por um dermatologista com produtos específicos.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dermatite de Estase



O eczema ou dermatite de estase é uma doença que se caracteriza por lesões descamativas, avermelhadas e às vezes com secreção que acomete inicialmente o tornozelo e depois a perna. É decorrente da insuficiência venosa (varizes), e afeta principalmente adultos. Também afeta as mulheres no período pós-parto. Obesidade, artrites, pés planos também predispõem à doença. Após algum tempo as lesões se tornam escuras (dermatite ocre). O tratamento na fase ativa é feito com antibióticos tópicos, orais, corticóides, repouso, elevação da perna e abordagem da causa das lesões. Já as manchas avermelhadas ou acastanhadas podem ser tratadas com cremes contendo ácidos específicos e peeling químico realizado pelo dermatologista, obtendo ótimos resultados após algumas sessões.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Toxina botulínica (Botox)


Toxina botulínica - Além de suavizar as rugas já existentes, é capaz de prevenir a formação de novas rugas. Sua ação se dá através do relaxamento temporário da musculatura onde foi aplicada. Sua duração varia de 4 a 6 meses.
Também é usada no tratamento da hiperidrose (sudorese excessiva) das axilas, mãos e pés, com duração de 6 meses a 1 ano.

sábado, 26 de abril de 2014

Dermatoscopia - Você conhece esse exame?


Dermatoscopia é uma ferramenta diagnóstica cada vez mais usada pelos dermatologistas. Trata-se de um sistema óptico capaz de ampliar as estruturas presentes na pele de 10 até 20 vezes, permitindo a visualização de elementos não visíveis a olho nu. Com o surgimento dos aparelhos portáteis, a técnica está cada vez mais difundida.

O dermatoscópio pode ser usado nas seguintes situações:

- Diagnóstico clínico de tumores de pele, diferenciando benignos (ceratose seborréica, nevos melanocíticos, melanose solar) e malignos (melanoma, câncer basocelular).

- Orientar o local de realização da biópsia.

- Acompanhar a evolução de lesões suspeitas.

- Evitar a realização de cirurgias desnecessárias, ou seja, uma lesão que a olho nu parece ser suspeita de ser câncer, na dermatoscopia pode mostrar elementos que afastem essa hipótese.

- Diagnóstico de lesões no couro cabeludo: alopécias (queda de cabelos), lúpus, liquen plano, entre outras.


Existem ainda estudos científicos em andamento para o diagnóstico de várias outras doenças, utilizando-se a dermatoscopia.

Devemos sempre lembrar que não basta apenas realizar a dermatoscopia. A história clínica, exame físico ainda são essenciais e o exame histopatológico ainda é o padrão ouro no diagnóstico de tumores cutâneos. Sempre que necessário, as lesões suspeitas devem ser biopsiadas ou retiradas por completo.





quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dermatologistas ensinam como tratar a queda de cabelo em mulheres


Pode causar espanto, mas os dermatologistas garantem que a calvície feminina é um problema comum. O transtorno, debatido no 65° Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que aconteceu neste fim de semana no Rio, tem as causas mais diversas. Entre as mais comuns estão as mudanças hormonais, a genética e distúrbios como a anemia e o hipotireoidismo. Segundo o dermatologista Marcio Rutowitsch, chefe do setor de dermatologia no Hospital dos Servidores do Estado, cerca de 30% das mulheres com 50 anos têm algum grau de calvície. É preciso ficar atento aos sinais, já que a queda de cabelo no sexo feminino costuma ser diferente da no masculino.

- São raras as mulheres que ficam completamente carecas. O que acontece é um afinamento progressivo, geralmente a partir dos 30 anos - explica Rutowitsch.

O dermatologista Celso Tavares Sodré, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), alerta que as mulheres devem ficar atentas a alguns sinais especiais, já que, todo dia, as pessoas perdem cerca de 100 fios. Essa perda só preocupa se os fios começam a se acumular no ralo da pia ou do chuveiro, na escova, nas roupas ou no travesseiro. Quando todo o cabelo fica mais ralo, caem tufos ou há um afinamento onde os fios são repartidos, é hora de procurar um médico. Os tratamentos respondem melhor quando a calvície está em fase inicial e vai variar de acordo com o tipo de queda. Para um diagnóstico completo, os médicos costumam recomendar exames clínicos e laboratoriais, como o tricograma (análise dos fios). Em alguns casos, é necessário fazer a biópsia do couro cabeludo.

Um dos tipos mais comuns de queda de cabelo é o eflúvio telógeno, caracterizado pela diminuição dos fios em toda a cabeça. A queda pode ser aguda ou crônica e geralmente é causada por febres altas, dengue, anemias (causadas por menstruações intensas ou deficiências nutricionais), dietas radicais, medicamentos e no pós-parto.

- Doenças endocrinológicas, como as da tireoide, e estresses importantes também podem fazer o cabelo cair. Em geral, o distúrbio se resolve espontaneamente ou em até seis meses quando a causa é corrigida - afirma Sodré.

Outra causa comum é a alopecia androgenética - a calvície hereditária - que chega a atingir uma em cada cinco mulheres, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia, nos Estados Unidos. Rutowitsch explica que, nesses casos, os fios da linha da testa são preservados e a mulher não ganha entradas, mas o cabelo da parte de trás e no alto da cabeça vai ficando mais ralo. A predisposição genética é que vai determinar o grau de queda, mas o excesso de hormônios masculinos, muitas vezes elevados por problemas no ovário ou nas glândulas suprarrenal e hipófise, pode contribuir para o seu agravamento.

Foi o que aconteceu com a organizadora de eventos Julia Andrade, de 29 anos, que passou quase um ano lutando contra a rarefação dos fios. A culpa era da síndrome dos ovários policísticos, que causou alterações significativas em sua taxa de testosterona.

- Primeiro meus fios ficaram absurdamente oleosos e depois começaram a cair. Só que a queda foi lenta e demorei a perceber o problema. Achei que era por causa do excesso de secador, tintura e chapinha. Também fiz besteira porque passei meses tentando resolver o problema com cabeleireiros. Só quando comecei a tomar anticoncepcionais é que os fios voltaram ao normal.

Tanto Rutowitsch como Celso Sodré alertam que, raramente, penteados, escovas, chapinhas e tinturas fazem o cabelo cair.

- Em geral, esses procedimentos provocam a quebra do cabelo, mas quase nunca vão provocar a queda. Mas a tração continuada de alguns processos, como os alisamentos e os penteados afros, podem provocar a pedra definitiva dos fios - alerta Sodré.

Tratamento com boa taxa de sucesso

Muitos tratamentos usados para combater a calvície masculina não podem ser feitos por mulheres, já que eles agem diretamente nos hormônios. Dependendo do caso, Celso Sodré recomenda medicamentos por via oral ou tópica que antagonizem a ação dos hormônios masculinos.

- Os resultados são variáveis. Em geral, conseguimos a diminuição, a estabilização ou mesmo a reversão parcial do processo. Na calvície, os resultados demoram no mínimo seis meses para serem observados e o tratamento é para sempre.

Além dos medicamentos combinados, Rutowitsch aposta em alguns nutracêuticos herbais, que também podem ter ação nos hormônios que estimulam a queda. Outra opção é a terapia capilar feita com o LED vermelho, que tem ação anti-inflamatória. O laser também pode ajudar, mas os dermatologistas alertam que ainda faltam estudos que comprovem a eficácia da terapia.

Já mudar a dieta, se a queda não for de origem nutricional, provavelmente não vai ajudar em nada.

- Caso seja identificada a carência ou o excesso de algum elemento dietético, a mudança pode ajudar. No caso da calvície, não vai ter nenhum efeito - completa Sodré.


Fonte: O Globo Online - Maria Vianna

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Doenças de pele de fundo emocional

Um dos órgãos mais vulneráveis às emoções, a pele sinaliza quando elas fogem ao controle. Ouvir o alarme, procurar um médico e seguir o tratamento nem sempre resolve o problema. Você precisa também equilibrar o que está nos bastidores dessa trama.


Segundo maior órgão do corpo, a pele é mais do que uma embalagem: é um espelho do que acontece co nosco. A naturalista americana Diane Ackerman diz em seu livro Uma História Natural dos Sentidos (ed. Bertrand Brasil) o quanto ela é importante: “A pele respira e produz secreções, protegendo-nos contra os raios nocivos e os micróbios, isolando-nos do calor e do frio, regulando o fluxo sanguíneo, atuando como moldura para nosso tato, auxiliando-nos na atração sexual, definindo nossa individualidade”. Rica em terminações nervosas e dotada de intensa rede de vasos sanguíneos, está tão conectada ao cérebro que sofre os efeitos dos altos e baixos emocionais. Uma equipe da PUC do Rio Grande do Sul achou evidências da sua conexão com o emocional. Na pesquisa, de 2009, psicólogos avaliaram 205 pessoas entre 20 e 49 anos com problemas de pele: 63% haviam passado pouco antes por stress. “Perda de uma pessoa querida, de emprego, brigas na família ou uma cirurgia podem desencadear, por exemplo, a psoríase”, afirma o dermatologista Alan Menter, da Universidade de Baylor, em Dallas, nos Estados Unidos.

Ele estava à vontade para comentar: é o presidente do Conselho Internacional de Psoríase, presente no Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que discutiu o tema no Rio de Janeiro há três meses. Mas nem sempre basta recorrer a medicamentos. “Psicoterapia ou métodos que controlam o stress, como acupuntura e ioga, podem ajudar a diminuir os sintomas e ainda previnem novas crises”, afirma a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo. Veja as principais doenças de pele que são agravadas pela ansiedade, tristeza, angústia e outros sentimentos.

Vitiligo

Distúrbio em que ocorre perda de melanócitos, células que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Surgem manchas lisas e esbranquiçadas.

CAUSA Predisposição genética. O próprio sistema de defesa entra em curto e produz anticorpos que destroem essas células.

EMOÇÕES Fatores como a tristeza por perdas (morte ou separação) podem desencadear ou piorar as manifestações da doença.

TRATAMENTO Para estimular a pigmentação, laser e cre mes (sensíveis à luz, com ação oposta à do protetor solar) combinados à radiação ultravioleta, corticoides e transplante de pele.

NOVIDADES Imunomoduladores, como imiquimod, estão em estudo, mas os resultados mais promissores vêm de um comprimido de Polypodium leucotomos, planta da Costa Rica que em laboratório revelou propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e a capacidade de equilibrar o sistema imunológico. Eficaz também como protetor solar, ela estimulou a pigmentação na cabeça e no pescoço. 

Acne

Doença inflamatória em que as glândulas sebáceas produzem muito óleo, a ponto de fechar os poros, facilitando o ataque de bactérias. Comparada à acne típica da adolescência, a da mulher adulta provoca espinhas mais inflamadas, doloridas e profundas, sobretudo no queixo, na região da mandíbula e no pescoço.

CAUSAS Hereditariedade, mudança hormonal, calor, cosmético oleoso. Comum entre nós, a acne afeta 56,4% da população.

EMOÇÕES O stress promove uma descarga de cortisol, que estimula a síntese do hormônio masculino e faz a glândula sebácea trabalhar mais”, diz a dermatologista Denise Steiner.

TRATAMENTO Conforme o grau, inclui esfoliante, antibiótico, isotretinoína, anticoncepcional, luz pulsada, luz azul e laser fracionado.

NOVIDADES As últimas pesquisas inocentam o chocolate e a comida gordurosa e apontam outra culpada: a dieta rica em carboidratos e laticínios”, diz Cláudia Maia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Suspeita-se que a doença esteja ligada a alterações metabólicas: em excesso, a insulina secretada após o consumo de carboidratos talvez favoreça as espinhas. Por essa razão, a metformina, indicada no controle de diabetes, começa a ser testada. 

Alopecia areata

Desordem que produz queda de cabelo súbita, deixando falhas em áreas arredondadas do couro cabeludo.

CAUSA Tendência hereditária. É mais comum entre os 20 e os 50 anos, sendo que 70% dos doentes têm o primeiro episódio antes dos 25. Pode ser passageira ou persistente.

EMOÇÕES Um trauma pode dar início à produção de anticorpos contra o folículo piloso. O stress também é desencadeador.

TRATAMENTO Corticoides no local das falhas, além de xampus, loções, minoxidil tópico ou oral, luz infravermelha ou ultravioleta e, em casos mais resistentes, transplante capilar.

NOVIDADES Por ser doença autoimune (em que a defesa interna ataca estruturas do próprio corpo), a imunoterapia tem sido recomendada nos casos graves. Aplicações semanais de difenciprona estimulam o surgimento de novos fios. 

Psoríase

Inflamação crônica caracterizada por lesões avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Aparecem nos cotovelos, joelhos, no couro cabeludo e nas unhas ou espalhadas pelo corpo. Às vezes ataca as articulações. Dos cerca de 5 milhões de brasileiros atingidos pela psoríase, um quarto enfrenta estágios de moderado a grave, com impacto na qualidade de vida. Segundo o dermatologista Alan Menter, essas pessoas sentem-se discriminadas ou rejeitadas pela aparência.

CAUSAS A genética tem papel importante. Irritações na pele e a baixa umidade do ar podem ocasionar e complicar as crises, que se instalam quando o ritmo de renovação da pele se acelera devido a alterações nas defesas locais.

EMOÇÕES Pessoas tensas e perfeccionistas são mais sujeitas a desenvolver a doença, desencadeada muitas vezes pelo stress.

TRATAMENTO Evoluiu com o surgimento de agentes biológicos, que controlam a resposta imunológica. Eles são indicados em casos graves ou quando os remédios convencionais (metotrexato e ciclosporina) não surtem os efeitos esperados. O mais novo, o ustekinumab, administrado a cada 12 dias por via injetável, pode ser utilizado por longos períodos porque provoca menos náuseas e danos ao fígado. Em casos mais leves, a simples exposição à luz s olar diminui o ritmo de renovação das células da pele.

NOVIDADES Estudos sugerem que a psoríase ameaça o coração. “Quem a desenvolve estaria mais propenso a sofrer de síndrome metabólica, que se manifesta por aumento do colesterol e elevação da pressão arterial”, afirma Cláudia Maia. 

Dermatite atópica

Erupções e crostas na face, no couro cabeludo, nas mãos, nos pés, nos braços e nas pernas provocadas por in flamação crônica. A coceira é tão intensa que há risco de a pessoa se ferir e infectar as lesões. Mais comum em portadores de asma e de rinite alérgica.

CAUSA Todos os estudos apontam para a genética. Banho quente e atrito da toalha podem ressecar a pele e provocar lesões.

EMOÇÕES O stress agrava o problema: surgem novas feridas e mais coceira. A dermatite atinge mais de 3,5 milhões de brasileiros.

TRATAMENTO Cremes ou pomadas à base de cor ticoides; anti-histamínico oral contra coceira; antibióticos orais se houver infecção; exposição à luz ultravioleta combinada com doses orais de psoraleno; imunomoduladores de uso local.

NOVIDADES A descoberta de um fator imunológico, um desequilíbrio das células de defesa presentes entre a pele e a epiderme, alterou a abordagem da doença. Surgiram imunomoduladores, como pimecrolimus (em 2003) e o tacrolimus (em 2005), que permitem melhor controle do quadro. 

Dermatite seborreica

Inflamação da pele que produz vermelhidão, coceira e descamação nas áreas de maior concentração de glândulas sebáceas no corpo: em torno do nariz, nas sobrancelhas, atrás da orelha, na face e no peito. No couro cabeludo, pode acarretar a incômoda caspa.

CAUSAS Não esclarecidas”, diz a dermatologista Jozian Quental, autora de Sua Pele em Boa Forma (ed. Marco Zero). Além de maior produção de óleo, suspeita-se do fungo Pityrosporum ovale. Clima seco e alterações hormonais pioram os surtos.

EMOÇÕES Stress elevado deflagra os episódios. Essa dermatite atinge 18% da população mundial, a maioria entre 18 e 45 anos.

TRATAMENTO Xampus à base de enxofre, piritionato de zinco e cetoconazol, loções capilares com ácido salicílico, resorcina, ureia e cetoconazol, com ou sem hidrocortisona, além de prescrição de anti-inflamatórios e antifúngicos via oral.

NOVIDADES Laser de baixa frequência pode ser usado como coadjuvante no tratamento para reduzir a coceira e a descamação.


Fonte: Revista Claudia Online - Cristina Nabuco